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Festival Independente, Lua cheia, aniversário de Barbacena; Saulo Duarte

SAULO DUARTE E A UNIDADE no Festival Alambique do Som em Barbacena – MG, agosto de 2011

Barbacena é uma cidade linda! Minas Gerais é um estado lindo!


Beleza rara. Feita de um bocado de gente massa que fortalece a máxima que uma vez meu grande amigo Diogo Soares me disse: “gente do bem nasceu pra se encontrar!”.
Depois de nove horas de viagem chegamos e fomos super bem recebidos por Irlana e Raissa, vibe massa, papo reto, todas as questões e horários esclarecidos e na ponta da língua, do jeito que tem que ser um trampo de produção, do jeito que eu gosto. Nossa viagem atrasou um tanto e não conseguimos chegar com tempo de passar o som, mas tranquilo a banda veio conversando, numa energia massa, trocando altas idéias, com as músicas bem ensaiadas e, na verdade, esse tipo de contato já é um ensaio dos bons.
A casa Fora do Eixo em Barbacena é demais, a sede fica no alto de um morro perto de onde o sol se põe, pelo menos nessa época do ano, e tem uma varanda com um visual lindo, na verdade a casa antigamente era uma escola infantil e tanto a estrutura quanto a energia nova e intensa das crianças permaneceram por ali; ai conhecemos mais gente massa, contamos e ouvimos um tanto de histórias empolgantes sobre Barbacena, sobre música, sobre Belém, Fortaleza, São Paulo, Brasil e descobrimos que no domingo, dia 14, seria aniversário da cidade, 220 anos, e como nosso show seria o último da noite, começaria lá pras 2h da manhã: então nosso show já seria no dia de aniversário da cidade e era lua cheia, massa! Essa teia de contatos entre os coletivos do Brasil, esse novo pensamento das artes unidas: música, teatro, dança, vídeo, foto tudo sendo a mesma coisa é uma característica da comunicação do novo momento que vivemos onde todo mundo absorve muita informação ao mesmo tempo e como consequência disso a produção é interligada, intensa e agregadora, nessa caminhada eu tiro o chapéu pro Circuito Fora do Eixo que acaba sendo ponto de interseção pra muita gente que pensa parecido e se fortalece por saber que não ta sozinho porque tem uma galera lá em São Carlos pensando parecido, uma galera lá em Uberlândia pensando parecido e que bom que é regado e regido por música, na verdade esse é o ponto de partida: a capacidade que a arte tem de aglutinar massas, de fazer todo mundo ficar em silêncio pra ver um filme, ou todo mundo cantar com todo gás um bom refrão.
Ai depois de divagar , comer e se aprontar a gente seguiu pro local do show. Uma antiga estação de trem no centro da cidade, evento aberto em praça pública, pra todo mundo chegar e curtir. Chegamos há tempo de ouvir a banda A Nuvem que tocou antes da gente e foi muito legal, galera que tira um som autêntico, gosta do que faz, faz com gosto. Passou da meia noite, o aniversário da cidade começou e uma galera na praça dançando, se divertindo e com pique de curtir a quarta banda da noite e uma quinta se rolasse… Subimos no palco, fizemos um check-line rápido e nesse aspecto a galera do som nos ajudou bastante com velocidade e agilidade e lá pelas 1h45 nosso show começou, num clima agradabilíssimo, nem frio, nem calor, com uma cachacinha da cidade caindo muito bem, por sinal. Começou no rock com “chama chama chama que eu vou” e a galera já chegou junto do palco pra curtir, compraram nossa onda, uhuuu! Depois disso só alegria, terminamos com um pé em Belém do Pará homenageando o grande mestre da guitarrada Aldo Sena e depois um carimbó nosso pra fechar.
Festival Independente, Lua cheia, aniversário de Barbacena, nosso show e no coração o que fica é a certeza de que por ai no Brasil existem tantas Irlanas, Felipes, Avners, Freds, Julianas, Alices, Tassios, Joãos querendo sair um pouco desse eixo de egoísmo virtual e se ligar no calor humano, na capacidade que a arte tem de renovar os sonhos e trazer esperanças aos homens, eu dou amor e você?

Um obrigado cheio de calor ao pessoal do Coletivo 77 e do Festival Alambique do Som de Barbacena-MG.
João Leão, Beto Gibbs, Klaus Sena… Saulo Duarte e a Unidade agradece!
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O sábado no Alambique

O terceiro dia do Alambique foi aberto com a apresentação da Pequena Morte. Ska contagiante que marcou a primeira circulação da banda pelo programa Música Minas e a sua primeira apresentação em Barbacena. Eles caem na estrada ainda hoje e o próximo show será em Fortaleza. Em breve a banda pretende entrar em nova tour e surpreendeu o público do Alambique do Som tocando duas música novas.

A segunda banda se apresentou na terceira noite do Alambique do Som foi a banda de Lagoa Santa foi a Nuvem um power trio do caralho que deu a noite um som irreverente com letras bem trabalhadas fiquei impressionada com a qualidade do som dos caras mais uma banda para o meu playlist. Logo em seguida a banda residente de Barbacena Pre Pagos invadiu o palco com uma pegada forte e abrasileirada o show foi seguindo com a mesma animação ate a ultima música.


E para encerrar a noite da banda de São Paulo Saulo Duarte e a Unidade veio com mais vigor ainda com uma performance de palco gritante além de um foda os caras são naturais do nordeste do Brasil onde caindo no som o brega em certas músicas é supriendente.

Texto: Dihleeall e Marcos Faria

Foto: Dihleeall


A poética de Saulo Duarte, abre o terceiro dia de festival

Ainda bem que é difícil rotular as canções de Saulo Duarte e a Unidade: com arranjos e letras simples, o compositor nascido no Pará e radicado por aí, hoje morando em São Paulo, não se preocupa com classificações – preocupa-se com a sinceridade de sua expressão musical e poética e com a consistência de sua proposta, todas elas amplificadas e sintetizadas pela banda A Unidade. Com Klaus Sena, no baixo, João Leão, nos teclados e Beto Gibbs, na bateria, além do próprio Saulo, na voz e nas guitarras, a banda potencializa nos arranjos o universo subjetivo de Saulo Duarte, que, na maioria das vezes, compõe as canções no violão. É nas letras do compositor que está o núcleo de sua obra – em sua maioria, elas contêm fragmentos esparsos das experiências pessoais dele, em que as celebrações da vida e as desilusões amorosas se misturam à cidade e aos acontecimentos da ordem do dia. A sensibilidade do compositor o faz permeável a tudo que lhe acontece ao redor, como se ele fosse uma espécie de captador sensível das pessoas e do mundo. [+mais]

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