Festival de Artes integradas

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Graveola e o Lixo Polifônico

A banda Graveola e o Lixo Polifônico se apresenta neste sábado, 18/08, na Praça da Estação a partir das 20h.

Dentro do promissor cenário de novas bandas mineiras, o Graveola e o lixo polifônico é hoje a mais próxima de se posicionar entre as grandes da cena musical contemporânea. O grupo conta com elogiosas críticas aos seus trabalhos anteriores e um número crescente de fiéis seguidores em Belo Horizonte, diversas cidades do interior e outros estados. Composto por músicos irreverentes e atrevidos, o Graveola produz uma colagem musical instigante. Eles representam e defendem a estética do plágio e fazem humor levado a sério ao misturar o sofisticado ao popular a ponto de torná-los indistinguíveis.

Ao batizar o seu segundo disco como Eu preciso de um liquidificador, o Graveola revela mais uma vez o ímpeto da banda por misturar cada vez mais elementos em sua massa sonora. Desde o surgimento do grupo em meados de 2004, seus músicos vêm surpreendendo o eclético público que conquistam a cada apresentação com sua arte da mistura (des)pretensiosa entre o erudito, o lixo cultural, o lirismo político e a experimentação de amabilidades sonoras. A coleção de gêneros sobrepostos consegue deixar incomodados aqueles ouvintes que se esforçam em etiquetar estilos em gavetas sonoras, mas distante do desconforto estão aqueles que abrem seus ouvidos para o “Grave”.

A banda rodou o país, tocando em festivais de grande importância para a difusão da música independente. Em 2010, se aventurou pelas ruas da Europa, levando o lixo polifônico para as cidades de Lisboa, Bologna, Ferrara e Paris. Em 2011 viajou de norte a sul de Portugal numa turnê por festivais e casas de show, onde se apresentou num dos maiores eventos do verão europeu, o Festival Músicas do Mundo, em Sines, para mais de 5000 pessoas. Também em 2011, fizeram turnês pelo Nordeste e Centro-Oeste brasileiros e convidaram Jards Macalé para dividir o palco em shows do Conexão Vivo (Belo Horizonte e Salvador), que receberam elogiosos comentários da imprensa local e nacional. Em 2012 lançaram o disco no Grande Teatro do Palácio das Artes com ingressos esgotados, onde também gravaram o primeiro DVD e lançaram o clipe “Farewell Love Song”, atualmente em exibição no Canal Brasil e MTV. Em junho foram indicados para o Prêmio da Música Brasileira na categoria Melhor Grupo de Pop/Rock.

“Você que está sozinho aí / entediado com a televisão” (Blues via satélite), precisa saber que o Graveola não é um grupo estritamente musical. A agenda da banda é fortemente pautada em questões políticas e ações populares, principalmente as ligadas ao acesso aos bens culturais da cidade e à democratização do uso do espaço público. Tal posicionamento levou o grupo a escolher a Comunidade Dandara, maior ocupação urbana de Minas Gerais, que resiste há quase 3 anos ao despejo, como local para a realização do show de estréia deste novo álbum, que contou com mais de 3 mil pessoas. “É preciso desafinar o coro dos contentes. Somos corações e mentes que pulsam, sentem, fazemos parte de um mesmo lugar. Façamos!”, defende Yuri Vellasco, baterista do Graveola.

http://graveola.com.br/ Conheça:


Kdu dos Anjos

Kdu dos Anjos se apresenta no Alambique do Som neste sábado, 18/08, na Praça da Estação a partir das 20h.

Kdu dos Anjos, é um dos nomes de destaque do Hip Hop mineiro. A partir da gravação do CD “A Cidade” Kdu se aproximou do artista Lenis Rino e passou a desenvolver um trabalho que faz interface entre rap, dub, pitadas de reggae e recital de poesia. Em apenas 6 meses Kdu alcançou a distribução de 2mil copias do disco “A Cidade”.

Kdu dos Anjos começou sua carreira quando fundou com alguns amigos o grupo S3M “Sobreviventes do 3º Mundo”. O compositor, de apenas 21 anos, participa semanalmente do “Duelo de MCs” sob o viaduto Santa Tereza em Belo Horizonte, onde já fez vários shows e disputa batalhas de Freestyle com temáticas, o “Duelo de Conhecimento”. Teve participações em dois álbuns, o “Capitalismo Sentimento Maléfico” com o grupo S3M (2008) e “100 Nome” ao lado do Mc Douglas DIN (2009). Ainda em 2009 foi um dos 10 vencedores do programa “Vozes do Morro” com a música “Contos de Fada”, o que tornou possível a gravação de seu primeiro vídeo clipe e veiculação nas rádios e televisões da região metropolitana da capital Mineira, além de participar do show de encerramento do programa. Em 2010 participou do “Festival Lixo e Cidadania” na Serraria Souza Pinto e do festival “Hip Hop de inverno” em Ipatinga-Mg. Em 2011 participou projeto “O Som que vem das Ruas” produzido pelo coletivo Família de Rua, e do festival PMW Rock Festival em Palmas-TO.

Além de fazer música Kdu é técnico em Empreendedorismo formado pelo Sebrae-MG e é um dos articuladores do sarau de poesia “Vira Latas”, movimento literário e cultural que atua na cidade de Belo Horizonte.

Conheça:


The Baggios

A banda The Baggios se apresenta no Alambique do Som neste sábado, dia 18/08, na Praça da Estação a partir das 20h.

Foi na cidade histórica de São Cristóvão que surgiu o The Baggios. Formado por Julio Andrade (guitarra e voz) e Gabriel Carvalho (bateria), o duo sergipano mistura ritmos que vão do Blues Primitivo ao Rock, com letras enraizadas nas questões de sua época e de sua gente. Seu álbum de estréia recebeu criticas de dezenas de blogs ( Multishow, Miojo Indie, Move That Junkebox, Rock n’ Beats), revistas ( Rolling Stones, 100% Skate, Status), jornais como “ O Globo” e saiu em várias listas como um dos principais lançamentos de 2011. Recentemente teve o clipe “Em Outras” veiculado no canais VH1 e MTV e foi um dos indicados ao Prêmio Dynamite 2012, na categoria “Melhor Álbum de Rock”.

A banda já lançou três EPs, um álbum, e um documentário sobre sua maior turnê pelo nordeste brasileiro em 2011. Se apresentaram em mais de 20 cidades do país e acumula no seu currículo três turnês pelo estado de São Paulo, duas grandes turnês pelo nordeste brasileiro e já se apresentaram em mais de 15 festivais pelo Brasil.

Pedro Morais

Pedro Morais se apresenta nesta quinta-feira, 16/08, na Praça da Estação a partir das 20h.

Natural de Belo Horizonte (MG), Pedro Morais, muda-se aos 2 anos de idade para a cidade de Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha. Aos sete anos, começa a executar seus primeiros acordes ao violão, incentivado pelos pais.

Pouco tempo depois, já familiarizado com um segundo instrumento, o bandolim, passa a freqüentar rodas de chorinho e samba-canção, tornando-se o mais jovem bandolinista da região.

Nessa época, começa a acompanhar os pais, Vânia Morais e Dalton Magalhães, em festivais regionais, habituando-se aos palcos. Aos 14 anos, retoma o interesse maior pelo violão e passa a fazer apresentações solo. Mais tarde, de volta a Belo Horizonte, Pedro integra uma banda de MPB e rock, importante fonte de acúmulo de experiências para sua performance artístico-musical.

Em 1999, Pedro Morais é considerado o melhor intérprete do 16.º Festival da Canção de Turmalina (Festur), com uma música de autoria própria.

No ano seguinte, é convidado para o projeto Viva a Praça – Cantores, do BDMG Cultural, e é um dos vencedores do Conexão Telemig Celular 2004 – Novos Talentos na Música Mineira, participando do CD do projeto com as músicas “Minha Loucura” e “Muito Mais” –esta última, com participação especial de Marina Machado.

Conheça:


Aeromoças e Tenistas Russas

A banda Aeromoças e Tenistas Russas toca no Alambique do Som nessa sexta-feira, 17 de agosto, na Praça da Estação.

 Conheça um pouco mais da banda:

RELATO PESSOAL DE UMA VIAGEM A KADMIRRA

“… Ouvir agora o Kadmirra, o disco que acabaram de gravar, me fez revisitar esse outro-lugar dos Aeromoças, de que gosto tanto. Está aí, no disco, como sempre esteve, nos shows, o manejo perfeito da eletricidade. E manejar eletricidade com tamanha destreza nunca foi coisa de principante, afinal de contas o exercício requer respeito: a eletricidade tem o poder de revelar a natureza íntima das coisas. Elétrons, na base, sempre – quem dormiu na aula de física ou de química se lembra muito bem. Kadmirra é, portanto, uma visita à natureza íntima, eletrônica, das coisas todas que existem. Aeromoças (nunca um nome de banda foi mais exato!), embaixadores da eletricidade, já estão de volta dessa viagem à base de tudo, e voltaram armados: Gustavo Hoolis, mais que simplesmente tocar o teclado, produz eletrocuções regozijantes, clusters de choques elétricos, quatro ou cinco choques a cada acorde. E os samples de Jovem Palerosi, de onde vêm?

Sim, os caras visitaram a base de tudo, e voltaram dispostos a construir seu personalíssimo planeta (que nome daremos a esse outro-lugar dos Aeromoças? Kadmirra é esse lugar). Como são viajantes entendidos do traçado, sabem que não podem construir seu cosmos sem ter engendrado, antes, seu caos. Hesitação entre caos e cosmos, há vida (quanta vida!) em Kadmirra. Os saxes do Thiago Hard, aliás, são muitas vezes acenos para aspectos encobertos da vida, ainda que plenamente ativos. O sax pinta propondo um desenho que o ouvinte julga conhecer, hei, esse sax me levou para o ano de 1984, quase chego a ver uma menina de quem gostei muito, nessa época, mas quando foco melhor a visão a figura vira fumaça e quando dou por mim eu estou no ano de 1996, num underground cinzento de Berlim. Kadmirra é isso: o mundo ao alcance da mão, entre o reconhecimento e a novidade. Tudo estranho. Tudo muito familiar.

A verdade é que os caras nunca estiveram para brincadeira. São viajantes, realizam sua cosmogonia pessoal, instauram atmosfera própria. E são engenheiros. Como não chamar de engenharia as estruturas do baixo do Juliano? No cosmocaos de Kadmirra, nada mais a propósito: muita fumaça, por entre as sólidas estruturas. Certamente, Aeromoças e Tenistas Russas são o melhor que uma banda pode ser. São uma banda de verdade, pois revelam o que pode ser essa vida de tantas vidas embutidas, ocultas. Aeromoças corajosamente correm o risco de, na base do arame e da fumaça, e com as graças da tomada elétrica, propor ao mundo seu mundo pessoal. Senhoras e senhores, benvindos a Kadmirra.”

Por: Danislau Também

 


Alambique do Som 2012

É em plena semana de aniversário da cidade que Barbacena recebe a terceira edição do Alambique do Som. O festival realizado pelo Coletivo 77 integra o Circuito Mineiro de Festivais Independentes –  CMFI e acontece de 13 a 19 de agosto. Na programação passarão artistas nacionais e internacionais, atividades de formação livre e mesas de debates que vão instigar a população a refletir questões culturais e políticas públicas como o Sistema Nacional de Cultura, as artes cênicas e corporais e a produção audiovisual independente.

Mas o aquecimento para o Alambique já começa a acontecer uma semana antes do festival. De 9 a 12 de agosto Barbacena recebe a Semana do Audiovisual (SEDA), promovendo um encontro de realizadores, diretores, produtores e público, com debates, exibições, oficinas, atividades e intervenções que dialogam com o audiovisual. A sequência de eventos capitaneados pelo ponto Fora do Eixo na cidade mantém a movimentação constante da atividade cultural local, um investimento realizado a partir dos preceitos da economia solidária e com o apoio de muitos parceiros.

O Alambique do Som é realizado pelo Fora do Eixo, Prefeitura Municipal de Barbacena, por meio da Fundação Municipal de Cultura – FUNDAC e Secretaria Municipal de Turismo – CENATUR; tem apoio permanente da Net Rosas e de parceiros do Coletivo77 na cidade. É patrocinado pela VIVO, com recursos da Lei Estadual de Incentivo a Cultura e integra o Conexão VIVO, iniciativa da empresa voltada ao desenvolvimento do setor musical brasileiro.

Confira a programação Completa:

 10/08 Sexta

Lançamento do Festival

Atrações: Duo FInlandia- DJ Alice Floripes

Local: Ginos

 

14/08 Terça

14:00 Cortejo da Cultura

Local: Rua XV

19:00 Mesa Palco Fora do Eixo

Convidados: Clayton Nobre,

Local: FUNDAC

 

15/08 Quarta

10:00 Oficina Linguagem Musical

Ministrante: Babilak Bah

Local: Concervátorio ou FUNDAC

19:00 Mesa- sistema nacional de cultura

Participantes: Fred Maia, Eduardo, Danuza

Local: Auditorio FUNDAC

21:00 Cineclube

Exibição: A definir

Local: Praça da Estação

 

16/08 Quinta

09:30 Oficina de teatro 3ª idade

Local: a definir

21:00 Shows: Hussein Hanged Project, Babilak Bah (BH), Rogério Nésio & Ducondé Blues

Local: Praça da Estação

17/08 Sexta

09:30 Oficina de teatro 3ª idade

18:00 Mesa Audio Visual

Convidados: Ava Rocha

Local: Bituca

20:00 Mesa “Loucura-corportamento”

Convidados: Fred Maia, Babilak Bah e Jairo Toledo

Local: Museu da Loucura FEMIG

21:00 Shows: Erivelto, Pré-Pagos, Ava (RJ), Aeromoças e Tenistas Russas (SP)

Local: Praça da Estação

 

18/08 Sábado

10:00 Ações de Cultura Urbana, campeonato de strett, Duelo de B Boy, Poetas do improvisso. intervencoes livres

21:00 Shows: Os Fernandis, Kdu dos Anjos (BH), The Baggios (SE), Graveola e o Lixo Polifônico (BH)

Local: Praça da Estação

19/08 Domingo

14:00 Cortejo da Cultura

Rua XV

18:00 Contação de Historia

Local: Praça da Estação

20:00 Shows: Zwook (MG), Vandaluz (MG), 8KM (Colômbia), Ras Raitrm (Moçambique)

Local: Praça da Estação