Festival de Artes integradas

saulo duarte
IMG_0538

Últimas

Edital de Vivência do Centro Multimídia FDE; Alambique em tempo real

Os vencedores do Edital de Vivência do Centro Multimídia FDE foram Gabriel Zambon (Coletivo Sem Paredes – Juiz de Fora) e Dileal (Coletivo Futucatuia – Contagem). Eles participaram da cobertura colaborativa do Alambique do Som. Veja como foi para os dois participar dessa experiência.

Rodrigo Nézio fecha o Alambique com muito blues

Á última banda a subir em palco, no último dia do Alambique, foi Rodrigo Nézio e DuoCondé Blues. Blues de primeira que levou muita gente num domingo a noite, pra curtir o clima da Estação Ferroviária. Com repertório variado, o show contagiou o público e foi um grande presente pra os 220 anos da cidade. No mesmo dia se apresentou a banda Garagem SI, pop rock da nova geração abrindo a noite e dando boas vindas ao público teen da cidade. Durante o festival, a ação mais esperada foi a mesa de debates com Cláudio Prado, Ivana Bentes e Raphael Rolim. A mesa foi realizada na Bituca Universidade de Música Popular e abordou o tema Uma cidade Fora do Eixo, abrindo discussões importantes sobre a formas e meios de fomentar a cultura em Barbacena. Assista os diários de bordo do #Alambiquedosom

 

 

Festival Independente, Lua cheia, aniversário de Barbacena; Saulo Duarte

SAULO DUARTE E A UNIDADE no Festival Alambique do Som em Barbacena – MG, agosto de 2011

Barbacena é uma cidade linda! Minas Gerais é um estado lindo!


Beleza rara. Feita de um bocado de gente massa que fortalece a máxima que uma vez meu grande amigo Diogo Soares me disse: “gente do bem nasceu pra se encontrar!”.
Depois de nove horas de viagem chegamos e fomos super bem recebidos por Irlana e Raissa, vibe massa, papo reto, todas as questões e horários esclarecidos e na ponta da língua, do jeito que tem que ser um trampo de produção, do jeito que eu gosto. Nossa viagem atrasou um tanto e não conseguimos chegar com tempo de passar o som, mas tranquilo a banda veio conversando, numa energia massa, trocando altas idéias, com as músicas bem ensaiadas e, na verdade, esse tipo de contato já é um ensaio dos bons.
A casa Fora do Eixo em Barbacena é demais, a sede fica no alto de um morro perto de onde o sol se põe, pelo menos nessa época do ano, e tem uma varanda com um visual lindo, na verdade a casa antigamente era uma escola infantil e tanto a estrutura quanto a energia nova e intensa das crianças permaneceram por ali; ai conhecemos mais gente massa, contamos e ouvimos um tanto de histórias empolgantes sobre Barbacena, sobre música, sobre Belém, Fortaleza, São Paulo, Brasil e descobrimos que no domingo, dia 14, seria aniversário da cidade, 220 anos, e como nosso show seria o último da noite, começaria lá pras 2h da manhã: então nosso show já seria no dia de aniversário da cidade e era lua cheia, massa! Essa teia de contatos entre os coletivos do Brasil, esse novo pensamento das artes unidas: música, teatro, dança, vídeo, foto tudo sendo a mesma coisa é uma característica da comunicação do novo momento que vivemos onde todo mundo absorve muita informação ao mesmo tempo e como consequência disso a produção é interligada, intensa e agregadora, nessa caminhada eu tiro o chapéu pro Circuito Fora do Eixo que acaba sendo ponto de interseção pra muita gente que pensa parecido e se fortalece por saber que não ta sozinho porque tem uma galera lá em São Carlos pensando parecido, uma galera lá em Uberlândia pensando parecido e que bom que é regado e regido por música, na verdade esse é o ponto de partida: a capacidade que a arte tem de aglutinar massas, de fazer todo mundo ficar em silêncio pra ver um filme, ou todo mundo cantar com todo gás um bom refrão.
Ai depois de divagar , comer e se aprontar a gente seguiu pro local do show. Uma antiga estação de trem no centro da cidade, evento aberto em praça pública, pra todo mundo chegar e curtir. Chegamos há tempo de ouvir a banda A Nuvem que tocou antes da gente e foi muito legal, galera que tira um som autêntico, gosta do que faz, faz com gosto. Passou da meia noite, o aniversário da cidade começou e uma galera na praça dançando, se divertindo e com pique de curtir a quarta banda da noite e uma quinta se rolasse… Subimos no palco, fizemos um check-line rápido e nesse aspecto a galera do som nos ajudou bastante com velocidade e agilidade e lá pelas 1h45 nosso show começou, num clima agradabilíssimo, nem frio, nem calor, com uma cachacinha da cidade caindo muito bem, por sinal. Começou no rock com “chama chama chama que eu vou” e a galera já chegou junto do palco pra curtir, compraram nossa onda, uhuuu! Depois disso só alegria, terminamos com um pé em Belém do Pará homenageando o grande mestre da guitarrada Aldo Sena e depois um carimbó nosso pra fechar.
Festival Independente, Lua cheia, aniversário de Barbacena, nosso show e no coração o que fica é a certeza de que por ai no Brasil existem tantas Irlanas, Felipes, Avners, Freds, Julianas, Alices, Tassios, Joãos querendo sair um pouco desse eixo de egoísmo virtual e se ligar no calor humano, na capacidade que a arte tem de renovar os sonhos e trazer esperanças aos homens, eu dou amor e você?

Um obrigado cheio de calor ao pessoal do Coletivo 77 e do Festival Alambique do Som de Barbacena-MG.
João Leão, Beto Gibbs, Klaus Sena… Saulo Duarte e a Unidade agradece!

Manolos Funk

O baterista, que já estava em Barbacena há duas semanas, além de tocar ajudou na pré e na produção do festival – intercâmbio proporcionado pelo Fora do Eixo e o processo colaborativo que promove vários processos de vivência. Além de toda ajuda quando Fred Berli subiu ao palco sua contribuição com o Alambique do Som ficou ainda melhor.

A banda subiu ao palco e animaram quem estava presente.  Duas músicas depois e eles já botaram o público pra cantarolar alguns trechos de suas canções. Em um dia de shows de diferentes estilos o funk também teve o seu espaço e foi super bem representado.

 

Texto: Raíssa Galvão

Fotos:  Edson Inácio

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.